segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Adolescência

Adolescência


A certeza cruel que me devora
De não ser o que sonhei um dia...
Tortura-me a alma, o espírito chora
Lágrimas de dor e de agonia

Era demais o que havia sonhado
Nos meus sonhos de moço adolescente...
Pensei em amar, em ser amado
pensei, mas o mundo é diferente

Fui vil e torpemente enganado
E como eu, muitos e muitos o são
Na vida, há sempre um céu iluminado.

Que paulatinamente vai ficando para o passado
Como sonho de uma noite de verão
Cujo lugar é no peito entesourado.

27/3/52

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