Estrada da vida
Pela espinhosa estrada da vida
Vou caminhando seguindo meu destino
Tenho o coração em chagas, a alma ferida
Sou um pobre caminhante, um humilde peregrino
Cada dia que passa tenho uma esperança a menos
Cada dia que passa tenho uma desilusão a mais
Cada dia que passa mais e mais envelhecemos
Cada dia que passa é mais um sonho que se desfaz
Como a árvore que sacode ao vento da tarde
A perniciosa poeira que de dia recebeu
Também limpo meus lábios para livrar-me
Do gosto mau do dia que passou
Tudo em vão, ninguém esquece o que sofreu
Como não esquece a estrada que palmilhou.
Goiabal, XXV/VIII/L
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