Fatalidade
A fatalidade atroz um dia
Bateu à porta de meu doce lar
Roubando-me o que mais precioso havia
Para nunca, nunca mais voltar
Fatalidade não sei de onde vens
Nem te importa a forma que te recebo
Passaste por cortiço e até por haréns
Para levares a irmã deste mancebo
Não me rebelo se é essa minha sorte.
Porém, porque a tocaste com a magia da morte
Se era ela do meu lar a claridade
Por que sua vara mágica ou condão
Não atingiu meu próprio coração?
Por quê? Porque és negra, és cruel fatalidade.
XII/VIII/L
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