segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Fatalidade


A fatalidade atroz um dia
Bateu à porta de meu doce lar
Roubando-me o que mais precioso havia
Para nunca, nunca mais voltar

Fatalidade não sei de onde vens
Nem te importa a forma que te recebo
Passaste por cortiço e até por haréns
Para levares a irmã deste mancebo

Não me rebelo se é essa minha sorte.
Porém, porque a tocaste com a magia da morte
Se era ela do meu lar a claridade

Por que sua vara mágica ou condão
Não atingiu meu próprio coração?
Por quê? Porque és negra, és cruel fatalidade.

XII/VIII/L

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