Borboleta amarela
Vi uma borboleta amarela,
voando na minha janela.
Voava com muita graça
e vinha de encontro à vidraça.
Mas ela não esmorecia,
voltava e de novo batia.
E pondo-se enfurecida
bateu vezes repetidas
uma, duas, três, sei mais não
até que, desfalecida
em bater com sofreguidão,
desmoronou-se no chão.
Também eu bati na janela
na janela da minha vida
uma, duas, três, sei mais não
até que minha alma sofrida
despediu-se entristecida
deste mundo de ilusão.
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