segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Borboleta Amarela

Borboleta amarela


Vi uma borboleta amarela,
voando na minha janela.

Voava com muita graça
e vinha de encontro à vidraça.

Mas ela não esmorecia,
voltava e de novo batia.

E pondo-se enfurecida
bateu vezes repetidas
uma, duas, três, sei mais não
até que, desfalecida
em bater com sofreguidão,
desmoronou-se no chão.

Também eu bati na janela
na janela da minha vida
uma, duas, três, sei mais não
até que minha alma sofrida
despediu-se entristecida
deste mundo de ilusão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário